Quem sou eu?

Rodrigo G. Gomes

Comecei a escrever aos 17 anos quando, num estado depressivo, procurava desesperadamente por uma direção, algo que justificasse vida. Poemas nasceram do que seriam letras e, em vez de música, escolhi a escrita de poesia da mesma forma que, para contar histórias, escolhi livros em vez de guiões literários.

A autoria preencheu o vazio dentro de mim que eu esperava ver, no início, a música e o cinema a preencher. Tornara-se, então, uma parte vital de mim. A escrita tornara-se o meu propósito de existência.

Só pouco mais tarde, aos 20 anos, depois de um término de relação que me levou a desenvolver ansiedade social é que genuinamente percebi para onde estava a ir com a escrita, um lugar que vai além de páginas e palavras: uma consciente exploração e compreensão do eu em constante evolução entre bondade e maldade, numa tentativa de conseguir criar e manter relações mais saudáveis, produtivas e construtivas.

É justo, então, dizer que eu sou um autor numa exploração do eu em busca de criar e manter melhores relações através de uma introspeção (d)escrita em livros. A poesia que é uma descoberta, e a prosa que é uma oportunidade de compreender o que foi descoberto.

Quero ajudar-te a alcançar esse mesmo objetivo através do natural reflexo humano que é a poesia e que são as histórias de ficção que nunca são verdadeiramente fictícias, num projeto literário que junta a poesia com o terror. Géneros que se completam.

O conceito de "sangue de líder" (SDL) surgiu quando assumi responsabilidade pela minha existência no início deste caminho que sigo há 10 anos e evoluiu, depois dessa revelação, para o que é agora uma base. A intenção começou e continua a ser liderar e servir um propósito que vai além de mim.

É, acima de tudo, uma ideia: valorizar reinvenção, criação e introspeção.

É somente olhando para dentro que vemos o que nos magoa e o que vai eventualmente magoar quem mais amamos. Nós só sabemos ser quem nós somos. O processo de criação de laços com outros começa por dentro, começa pelo próprio, quando temos tendência de acreditar que começa pelo outro.

E isto porque temos uma séria dificuldade de compreender e lidar com emoções e agimos, então, com base em conflito interno enquanto procuramos soluções externas e destruímos laços que, entretanto, conseguimos criar. A verdadeira solução é um processo que começa com o próprio conflito.

Ter "sangue de líder" não significa que eu sou um líder, significa que eu tenho o que preciso para me tornar num líder se trabalhar consciente e ativamente no meu caminho. É aceitar a responsabilidade de liderar esse caminho interior, explorar o que significa ser humano e inspirar outros a tentar. É algo que vai além do próprio e que segue com efeito por gerações.

Estabeleci cedo o trabalho de uma vida: uma resposta que resolva conflito e construa algo genuíno. Convido-te, agora, a seguir este caminho comigo onde vamos em busca de descobrir a resposta dentro de cada um de nós para a questão que tantas vezes evitamos:

Quem sou eu?

 

Enquanto autor, quero partilhar contigo algo que diz respeito à autoria e que te afeta a ti também indiretamente. Falamos sobre isso na próxima e última parte.

Clica aqui para seguires para a última parte: A exploração do mundo literário