Quem és tu?
Rodrigo G. GomesA maioria das pessoas passa a vida a tentar compreender os outros sem nunca tentar compreender-se primeiro a si própria.
Pensa naquela tua relação que viste a autodestruir-se lentamente quando não parecia haver nada que o pudesse parar. Só o viste a acontecer como se fosses outra pessoa a ver de fora, e só não sabias o que fazer para ajudar. Tudo parecia apenas adicionar ao caos. Aquela relação que te fez sentir humanamente incapaz de ter uma relação saudável.
Talvez até a relação que tens contigo…
O que acontece é que nós atraímos pessoas como nós. Atraímos quem preenche vazios dentro de nós. E é por isso que construir melhores relações começa connosco, quando temos tendência de acreditar que começa pelo outro. E isso é excelente, porque, sendo assim, temos poder para fazer alguma coisa quanto a isso.
Quando, por exemplo, somos pessoas inseguras, nós atraímos pessoas que também são inseguras, porque, de forma subconsciente, sentimos que existe uma compreensão entre nós. Algo que nos é familiar e, por isso, é algo que nos parece seguro.
Consegues imaginar de que forma é que isso serve de base para eventual conflito dentro da relação? O nosso conflito interno individual é o que vai intoxicar a nossa relação...
Ou, então, atraímos pessoas manipuladoras que procuram explorar essa nossa insegurança ou vulnerabilidade. E pessoas assim, por norma, são pessoas com algum tipo de insegurança própria. Algum tipo de dor que estão a tentar, como nós, manter sob controlo. São pessoas que nos refletem, igualmente, de ambas as formas.
Faz-te sentido?
Essa é a história que te vou contar através de textos e livros: como é que descobri que o desequilíbrio dentro de mim atraía pessoas desequilibradas.
A verdade é que nada acontece sem um constante esforço da nossa parte.
- Nutrir uma relação com quem mais amamos
- Construir algo genuíno e saudável
- Sair da escuridão em que nos permitimos colocar
- Evoluir enquanto pessoas e humanos autenticamente
- Desenvolver a capacidade de olhar para dentro
- Encontrar um equilíbrio entre solidão e estar só
Pode ser difícil, mas o que é de admirar na vida está precisamente onde primeiro há um processo e depois há uma conquista. O entusiasmo de aceitar um processo antes da conquista é o que separa o importante do que é insignificante.
Toda a gente já tentou e falhou, toda a gente já experimentou ser quem não era só para falhar novamente. Toda a gente já acreditou que conseguiria só para perder a esperança.
Podes escolher estar só, mas escolher a solidão por medo é uma autossabotagem. É uma solução a curto prazo para um problema que pode durar toda uma vida.
A pior parte é quando damos por nós genuinamente a acreditar que somos humanamente incapazes de criar e manter relações saudáveis. Damos por nós a acreditar que mais vale aceitar a solidão e evitar mais dor. É apenas natural e parece fazer sentido. Mas a dor é apenas sinal de que nos importamos.
O que serviu de espelho, para mim, foi a escrita. E estou agora entusiasmado para te contar o que vi: o primeiro passo foi perder o medo de olhar para dentro de mim e de ver o que lá existe.
Há algo de tão libertador quando deixamos de resistir. Porque nós somos apenas crianças que cresceram, e a resistência é um escudo que nos protege do que aconteceu há vários anos. Não é culpa nossa, mas não deixa de ser responsabilidade nossa.
Quando falhamos, aprendemos e tentamos novamente em vez de erguer paredes que nos isolam. A dor é apenas sinal de que é importante… É o principal ingrediente de uma cura. A cura necessária para que não magoemos quem mais amamos, e quem tanto queremos manter na nossa vida.
O meu caminho até entender isso começou com uma de várias histórias que vou partilhando contigo através de livros e textos ao longo do nosso caminho.
Deixa-me partilhar contigo um pouco mais sobre o projeto...
Vais gostar.
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